César Ramos comenta a adoção da contabilidade de hedge para o Jornal Valor Econômico (26/07/2013).

César Ramos comenta o processo de adoção das regras de contabilidade de hedge (Hedge Accounting) em entrevista concedida ao Jornal Valor Econômico (26 Julho de 2013).

Contabilidade de hedge

Jornal Valor Econômico (26/07/2013)

Leia a seguir a matéria completa publicada no Jornal Valor Econômico da sexta-feira 26/07/2013.

Política de gestão de riscos fraca explica baixa utilização

A falta de uma política de gestão de riscos e controles internos adequados é o principal empecilho para uma adoção mais ampla da contabilidade de hedge no Brasil, afirmam especialistas. Apesar do benefício claro com a redução do “efeito sanfona” no lucro líquido, a utilização da norma ainda engatinha entre as empresas não financeiras.

Diversas companhias, inclusive a Braskem e a Petrobras, já adotam o mecanismo para minimizar a oscilação causada por alguns derivativos que protegem contratos de câmbio, juros e commodities. Mas a utilização ainda é considerada tímida quando comparada com a Europa e os Estados Unidos.

“A contabilidade de hedge é opcional, mas a empresa não adota só porque quer. Pelas regras, é como se tivesse que fazer por merecer”, afirma Fernando Galdi, professor da Fipecafi e da Fucape. A adoção da medida implica uma documentação rígida da estratégia adotada e dos riscos assumidos. E nem sempre as empresas tem rotinas preparadas para fazer frente à essa exigência.

Segundo o consultor César Ramos, na maior parte das vezes, há necessidade de estabelecimento de novas rotinas de controles internos – o que, em um implica em novos custos, que nem as companhias nem sempre estão dispostas a assumir. “O problema é que a maior parte das empresas ainda tem dificuldade em enxergar o retorno desse investimento”, ressalta.

Desde a crise de 2008, quando diversas empresas tiveram perdas bilionárias com derivativos, o aprimoramento da gestão de riscos é considerado um ponto crucial para as companhias abertas brasileiras. “Hoje, muitas empresas se limitam a fazer uma descrição burocrática de como elas lidam com os riscos, apenas para atender aos itens que são exigidos nas divulgações por parte do regulador. A contabilidade de hedge exige que essa política seja mais pragmática e próxima das decisões práticas”, explica Galdi, da Fipecafi.

Entre a longa documentação exigida pela contabilidade de hedge, está o estabelecimento de rotinas de avaliação de riscos e limites de exposição a determinados instrumentos financeiros, além de testes de eficácia da estratégia adotada, tanto de forma retroativa quanto de forma prospectiva. A empresa pode deixar de adotar a prática, mas tem de documentar para auditores e para o regulador que a decisão foi tomada olhando-se para a frente, e não ao sabor das oscilações do mercado.

Aos poucos, no entanto, o interesse pela medida tem aumentado. De acordo com Rogério Lopes Mota, sócio de auditoria da Deloitte, em momentos de maior instabilidade do mercado, como o atual, a demanda de clientes por esclarecimentos em relação à contabilidade de hedge cresce.

E a adoção mais agressiva por empresas de grande porte e visibilidade, como a Petrobras tende a colocar a prática nos holofotes. “Nossa experiência mostra que a adoção de práticas contábeis por empresas que tem mais visibilidade costuma ser uma espécie de guia para o mercado”, diz o auditor.

Galdi, da Fipecafi, também afirma que a procura por seus cursos sobre o assunto tem crescido nos últimos anos e atraído um público mais diverso, para além das áreas de controladoria. Uma circular do Banco Central autorizou a contabilidade de hedge para instituições financeiras em 2002. Mas para as empresas não financeiras, a norma só passou a valer em 2009, dez anos após de ter chegado aos Estados Unidos. “Nos primeiros anos após a circular, pouquíssimas empresas a utilizavam. Hoje, a adesão entre bancos é comum. O mesmo tende a acontecer para empresas não financeiras”, afirma.

Fonte: Valor Econômico, Sexta-feira 26/07/2013

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Livro de César Ramos é destaque no Jornal Valor Econômico (12/07/2013)

O livro de César Ramos “Derivativos, riscos e estratégias de Hedge” sobre contabilidade de hedge é destaque em artigo publicado no Jornal Valor Econômico na edição da sexta feira 12 de Julho de 2013. César Ramos concedeu entrevista ao Valor Econômico comentando a adoção das regras de contabilidade de hedge (Hedge Accounting) pela PETROBRAS, anunciada no dia 10 de Julho de 2013.

 

Mudança contábil amplia dividendos e lucro da Petrobras

Mudança contábil amplia dividendos e lucro da Petrobras

Livro de César Ramos "Derivativos, riscos e estratégias de hedge" é destaque no Jornal Valor Econômico (12/07/2013)

Livro de César Ramos “Derivativos, riscos e estratégias de hedge” é destaque no Jornal Valor Econômico (12/07/2013)

Leia a matéria completa publicada no Jornal Valor Econômico a seguir.

Mudança contábil amplia dividendos e lucro da Petrobras

Natalia Viri, Renato Rostás e Daniela Meibak

A perspectiva de lucro mais robusto com a mudança nos mecanismos de contabilização de hedge pela Petrobras animou os investidores. As ações ordinárias (com direito a voto) da estatal registraram forte alta de 7,25%, cotadas a R$ 14,80, enquanto as preferenciais (sem direito a voto) subiram 3,88%, a R$ 15,80.

Especialistas em contabilidade consultados pelo Valor afirmaram que a mudança é positiva, na medida em que tende a reduzir os altos e baixos do resultado e trazer um retrato mais fiel da situação operacional nas demonstrações financeiras.

A regra, que passará a ser adotada pela companhia nos resultados do segundo trimestre, é opcional, de acordo com as normas contabilidade adotadas no Brasil, e ainda pouco utilizada.

Mas, apesar do entusiasmo do mercado, não foram poucas as críticas quanto ao momento de sua implementação – anunciada na quarta-feira à noite, terão impacto nos resultados a ser divulgados em 9 de agosto.

Como o lucro maior tende a aumentar a distribuição de dividendos, diversos analistas pontuaram que a iniciativa tem viés político e visa favorecer a formação de superávit primário pelo governo – o principal beneficiado, na posição de controlador.

“Um resultado fraco na última linha do balanço reduziria os dividendos a serem pagos ao governo, detentor da maior parte das ações ordinárias, que não são protegidas pela regra de dividendos mínimos como os papéis preferenciais”, afirmou a analista Paula Kovarsky, do Itaú BBA, para quem a mudança limita a transparência e marca mais um capítulo da “contabilidade criativa” do governo federal.

Com o mecanismo anunciado, na prática, a Petrobras utilizará um mecanismo contábil de compensação de parte de suas dívidas atreladas em dólar e suas receitas com exportação. A lógica é que, no caso de dólar mais caro em relação ao real, a dívida em moeda estrangeira sobe, mas o faturamento com embarques também, e vice-versa, o que não comprometeria fluxos de caixa e a capacidade de pagamento da empresa – é o chamado “hedge econômico”, oferecido pelo próprio perfil de negócios e que não envolve derivativos.

“A vantagem é que estratégia de proteção financeira que a companhia já implementa seja refletida da melhor forma nas demonstrações financeiras”, afirma Rogério Lopes Mota, sócio de auditoria da Deloitte.

Sem a contabilização de hedge, os passivos em dólar são ajustados sempre de acordo com a cotação de fechamento do último dia útil do trimestre e a variação é contabilizada como perda ou ganho financeiro no balanço. Apesar de não implicar um desembolso imediato de caixa – o que só ocorreria de fato no vencimento -, há redução na última linha do balanço.

Com a contabilização de hedge, parte dessas perdas não transita imediatamente na demonstração e resultados e vão para balanço patrimonial. As perdas ou ganhos com a variação do passivo vão sendo diferidas do patrimônio líquido e essa diferença passar a integrar a demonstração de resultados apenas quando as exportações que servem de contrapartida na operação são de fato contabilizadas. Como o impacto da variação cambial da dívida e das exportações tem sinal contrário, o efeito sobre o lucro é nulo.

De acordo com a Petrobras, a variação cambial de 70% de sua dívida líquida em dólar para os próximos sete anos serviria para “proteger” 20% de suas exportações previstas para o mesmo período. “A empresa faz um histórico das receitas com exportações nos últimos anos e, com uma série de estudos, calcula um percentual desse faturamento que seria confortável de se esperar no futuro e que serviria como proteção”, explica César Ramos, autor do livro “Derivativos, riscos e contabilidade de hedge” e consultor de empresas que pretendem utilizar a prática.

Ele ressalta que a utilização do mecanismo não implica que a Petrobras não sofrerá mais com a instabilidade do câmbio, já que envolve apenas uma parte das dívidas e das exportações, o que não exclui efeitos de variação da moeda americana sobre importações, custos e sobre a parte do passivo e dos embarques que não estariam protegidos.

A mudança contábil terá forte impacto já sobre o lucro do segundo trimestre, quando o dólar Ptax teve valorização de 10% em relação ao real. Sob o modelo anterior, analistas estimavam perdas financeiras de R$ 10 bilhões com a remarcação de dívidas, número que deve cair agora para a casa dos R$ 3 bilhões. Com o novo mecanismo, o Itaú BBA, que antes previa que a companhia encerraria o período no zero a zero, sem lucro, nem prejuízo, passou a projetar ganhos de R$ 4,7 bilhões. Já o Barclays aumentou sua expectativa de lucro por ação entre abril e junho em 15%, de US$ 0,49 para US$ 0,56.

Procurada, a Petrobras preferiu não se pronunciar.

(Colaborou Tatiane Bortolozi)

Fonte: Valor Econômico, Sexta-feira 12/07/2013

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Novo escritório

A César Ramos & Cia abre novo escritório no primeiro andar do Edifício Monumento em São Paulo na Avenida Brigadeiro Faria Lima nº 1478. O edifício fica na esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima e da Avenida Rebouças.

Edifício Monumento, São Paulo, Brasil

Edifício Monumento, Av. Brigadeiro Faria Lima 1478, São Paulo, Brasil.

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Treinamento de derivativos, instrumentos financeiros e hedge accounting para bancos

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Treinamento Hedge Accounting na CAIXA

César Ramos, Treinamento Derivativos, Instrumentos financeiros e Hedge Accounting para Bancos

Em Junho de 2013, a César Ramos & Cia realizou um treinamento de “Derivativos, instrumentos financeiros e contabilidade de hedge para bancos” na Universidade Corporativa da Caixa Econômica Federal em Brasilia

O treinamento contou com a participação de executivos de várias áreas (gestão de riscos, controladoria, contabilidade e impostos, entre outras) do Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal (CEF), do Banco de Brasilia (BRB) e teve duração de 4 dias (32 horas).

Os 19 seguintes módulos de treinamento foram apresentados durante o treinamento:

 

  • Módulo 1: Gestão de riscos financeiros com derivativos
  • Módulo 2: Operações de hedge – Termo
  • Módulo 3: Operações de hedge – Futuros
  • Módulo 4: Operações de hedge – Swaps
  • Módulo 5: Operações de hedge – Opções
  • Módulo 6: Introdução a contabilização dos derivativos
  • Módulo 7: Introdução ao Hedge Accounting
  • Módulo 8: Opções disponíveis e restrições
  • Módulo 9: Evidenciação das operações de Hedge Accounting
  • Módulo 10: Hedge Accounting (IFRS versus COSIF)
  • Módulo 11: Mudanças das regras internacionais de Hedge Accounting (IFRS 9)
  • Módulo 12: Implementação de hedge accounting
  • Módulo 13: Evidenciação das operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos
  • Módulo 14: Introdução à tributação dos derivativos e das operações de hedge
  • Módulo 15: Controle das operações de hedge
  • Módulo 16: Hedge de compromisso firme
  • Módulo 17: Hedge de receita
  • Módulo 18: Hedge de valor justo de empréstimo
  • Módulo 19: Hedge de fluxo de caixa de empréstimo

Palestrantes: César Ramos (Módulos 1 a 13 e 15 a 19) e Walther Bottaro de Lima Castro (Módulo 14)

Walther Bottaro de Lima Castro

Walther Bottaro de Lima Castro

Treinamento de tributação de operações de Hedge para Bancos

Walther Bottaro de Lima Castro, Treinamento de tributação de operações de Hedge para Bancos

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