set 26

22/09/2014 – Palestra de César Ramos em comemoração ao Dia do Contador

“Normas internacionais de contabilidade com destaque para o IAS 39” foi o tema da palestra realizada por César Ramos na noite do dia 22 de setembro de 2014 na Faculdade Novos Horizontes em Belo Horizonte, para comemorar o Dia do Contador.

O evento foi organizado pelos professores coordenadores do curso de graduação em ciências contábeis (Profª. Cleuza Antunes e Prof. Márcio de Souza e Silva) e realizado no auditório da Faculdade para os professores e alunos do curso de ciências contábeis.

Confira a seguir as fotos do evento.

 

 

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nov 17

Ficha técnica de César Ramos sobre contabilidade de hedge é publicada em revista de contabilidade e gestão (Set. – Out. 2013)

Ficha técnica de César Ramos sobre contabilidade de hedge é publicada em revista de Contabilidade e gestão (Set. – Out. 2013)

Leia a matéria completa publicada na Revista COAD Set.-Out. 2013

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ago 26

Artigo de César Ramos é destaque em Revista de Contabilidade e gestão (Agosto 2013)

Artigo de César Ramos é destaque na Revista COAD de Contabilidade e gestão (Julho – Agosto 2013)

Leia a matéria completa publicada na Revista COAD jul-ago 2013

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ago 15

Livro de César Ramos é destaque no Jornal O Globo (10/08/2013)

César Ramos comenta a adoção das regras de contabilidade de hedge (Hedge Accounting) pela Petrobras em entrevista concedida ao Jornal O Globo (10 de Agosto de 2013).

Leia a seguir a matéria completa publicada no Jornal O Globo do sábado 10/08/2013 e na revista Isto é Dinheiro no dia 12/08/2013.

Lucro turbinado

César Ramos comenta o processo de adoção das regras de contabilidade de hedge (Hedge Accounting) pela Petrobras em entrevista concedida ao Jornal Valor Econômico (10 de Agosto de 2013).

O Globo 10/08/2013

Petrobras lucra R$ 6,2 bi no 2º trimestre, beneficiada por mudança contábil e venda de ativos

Por Ramona Ordoñez, Henrique Gomes Batista, Daniel Haidar e Bruno Villas Bôas / O Globo – 10/08/2013

A mudança contábil adotada pela Petrobras – para neutralizar a desvalorização do real frente ao dólar em sua dívida líquida – e a venda de ativos no exterior evitaram que a companhia tivesse um desempenho fraco no segundo trimestre. A estatal lucrou R$ 6,2 bilhões, o que representa queda de 19% em comparação com o primeiro trimestre, mas, ainda assim, muito superior às expectativas do mercado. O resultado também inverte, no período, o prejuízo que a companhia havia registrado no segundo trimestre do ano passado, de R$ 1,3 bilhão, o primeiro desde 1999. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido acumulado ficou em R$ 13,8 bilhões, 77% superior aos R$ 7,8 bilhões em igual período do ano passado.

A própria Petrobras reconheceu, na divulgação dos resultados, que a mudança contábil adotada a partir de meados de maio “evitou a redução de R$ 7,982 bilhões no resultado financeiro”, sem especificar, contudo, qual seria o real impacto da mudança no lucro líquido do trimestre. Já a venda de ativos na África contribuiu para ampliar os ganhos da companhia no período em R$ 1,906 bilhão. Analistas de mercado estimavam lucro entre R$ 3,9 bilhões e R$ 5,6 bilhões no segundo trimestre. De acordo com a Bloomberg, o desempenho da Petrobras ficou 23% acima da média das projeções de analistas.

Segundo Gustavo Gattass, analista da petróleo do BTG Pactual, nos próximos dias, o mercado deve estudar os números da companhia para entender exatamente o impacto da mudança contábil.

– A pergunta real é o que teria sido o resultado sem a contabilidade de hedge . E esse vai ser o trabalho do mercado: entender (o resultado) nos próximos dias, o que pode não ser fácil. Mas, sem a mudança e nem a venda de ativos, poderia ter prejuízo – disse.

Na primeira leitura dos resultados, alguns analistas avaliam que, sem estes eventos, a companhia poderia ter encerrado o segundo trimestre no vermelho, considerando o resultado antes do pagamento de impostos. Para o consultor Cesar Ramos, especialista em contabilidade de hedge e autor do livro “Derivativos, riscos e estratégias de hedge “, sem a alteração, a empresa teria prejuízo antes de impostos de R$ 36 milhões. Com a mudança, teve lucro antes de impostos de R$ 7,946 bilhões.

PRODUÇÃO ESTÁVEL NO TRIMESTRE

A contabilidade de hedge é uma prática que pode ser adotada por empresas que possuem receitas e dívidas em dólar, de acordo com o professor Fernando Galdi, da Fucape. Na prática, a empresa vinculou 70% da dívida líquida em dólar (R$ 8 bilhões) a receitas em exportações, o que permite só contabilizar essa dívida nos resultados “na medida em que as exportações forem realizadas”, explicou Graça Foster no relatório divulgado ao mercado. Isso fez com que cerca de R$ 8 bilhões em perdas cambiais fossem contabilizados negativamente no patrimônio líquido e não no resultado líquido do segundo trimestre.

– Muitas empresas não adotavam essa contabilidade de hedge porque é custoso e relativamente complexo – disse Galdi.

Os números divulgados mostram que o endividamento total cresceu 27% no primeiro semestre e somou R$ 249,041 bilhões. De acordo com a Petrobras, o dado reflete o aumento do endividamento de longo prazo e a depreciação cambial de 8,4%.

A estatal informou, ainda, que a sua produção de petróleo ficou praticamente estável no segundo trimestre, com um total de 2,555 milhões de barris/dia, praticamente o mesmo valor (2,552 milhões de barris/dia) do primeiro trimestre do ano. No entanto, no acumulado do primeiro semestre, o volume de 2,553 milhões de barris/dia, representou uma queda na produção de 3% sobre o mesmo período de 2012, quando a média havia sido de 2,628 milhões de barris/dia.

No segundo trimestre do ano a área de Abastecimento, responsável pela compra e venda de combustíveis, teve um prejuízo de R$ 3,7 bilhões, uma redução de 42% em relação a igual período do ano passado, quando foi de R$ 6,5 bilhões. No acumulado do primeiro semestre do ano, a área de Abastecimento teve prejuízo total de R$ 10,3 bilhões, 40% inferior aos R$ 17 bilhões do primeiro semestre do ano passado. Esta atividade é muito impactada pelo dólar e pela defasagem dos preços da gasolina e do diesel cobrados lá fora e aqui, uma vez que a empresa continua importando muito petróleo e derivados para fazer frente à demanda interna. E esse impacto tende a crescer, uma vez que, segundo o as informações da empresa, há um atraso na contabilização do impacto:

“Em função do período de permanência dos produtos nos estoques, de 60 dias em média, o comportamento das cotações internacionais do petróleo e derivados, bem como do câmbio, sobre as importações e as participações governamentais, não influencia integralmente o custo das vendas do período, vindo a ocorrer por completo apenas no período subsequente”, afirmou a empresa.

A Petrobras informou que, no primeiro semestre, importou uma média diária de 783 mil barris de petróleo e derivados, volume 5% maior que os 744 mil barris por dia que havia sido registrado no primeiro semestre de 2012. Já a exportação de petróleo e derivados caiu de 634 mil barris diários, no primeiro semestre de 2012, para 383 mil barris diários nos seis primeiros meses deste ano – uma diferença de 40% -, motivada pela queda na produção e pela necessidade de atender o aumento da demanda interna.

Termelétricas puxam consumo

A empresa informou que, nos primeiros seis meses do ano, o volume de vendas no mercado interno foi 9% superior ao registrado no primeiro semestre de 2012. Segundo a Petrobras, o destaque foi a alta de 45% na venda de óleo combustível e de 26% de gás natural, nos dois casos, para suprir a demanda das termelétricas, que estão em pleno funcionamento por causa do menor nível dos reservatórios das hidrelétricas. A venda de gasolina no período apresentou alta de 9% e a de diesel subiu 7%.

Em Nova York, os recibos de ações da Petrobras fecharam em alta de 2,58%, a US$ 17,08.

Fonte: O Globo – 10/08/2013 / Isto é dinheiro – 12/08/2013

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ago 13

Análise de César Ramos é citada em sessão da Câmara dos Deputados no dia 12 de Agosto de 2013

No dia 12 de Agosto de 2013, o Sr. Jutahy Junior (PSDB-BA e como Líder. Sem revisão do orador) cita a análise de César Ramos que foi publicada no Jornal O GLOBO (edição do sábado 10 de Agosto 2013) sobre a aplicação das regras de contabilidade de hedge pela PETROBRAS, na 226º Sessão da Câmara dos Deputados.

Leia a Ata da 226º Sessão da Câmara dos Deputados que foi publicada no Diário da Câmara dos Deputados do 13 de Agosto de 2013.

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jul 26

César Ramos apresenta a estratégia de hedge cambial de receitas de exportação com dívidas para o Jornal Valor Econômico (26/07/2013).

César Ramos apresenta a estratégia de hedge cambial de receitas de exportação com passivos financeiros não derivativos (dívidas) para o Jornal Valor Econômico (26 Julho de 2013).

Hedge cambial de receitas de exportação com dívidas (CPC 38, Hedge de fluxo de caixa)

Jornal Valor Econômico (26/07/2013)

Leia a seguir a matéria completa publicada no Jornal Valor Econômico da sexta-feira 26/07/2013.

Regra contábil vira o jogo para endividadas

Por Natalia Viri | De São Paulo

Um comunicado divulgado há duas semanas mudou drasticamente as perspectivas para o balanço da Petrobras. Da noite para o dia, as projeções de lucro no segundo trimestre subiram para R$ 5 bilhões, contra a expectativa anterior de que a empresa fechasse o período no zero a zero, sem lucro nem prejuízo.

O anúncio não dizia respeito a descoberta de uma super-reserva de petróleo, nem um aumento nos preços dos combustíveis. Tratava-se apenas de uma mudança nas regras contábeis adotadas pela companhia que, sozinha, tem o poder de tirar cerca de R$ 7 bilhões em perdas financeiras esperadas para o segundo trimestre.

Na quarta-feira, foi a vez da Braskem adotar o mesmo dispositivo da Petrobras. Numa tacada só, o J.P. Morgan revisou a perspectiva para as perdas da companhia no segundo trimestre, de R$ 1,2 bilhão para R$ 200 milhões e afirmou que a empresa vai começar a distribuir dividendos neste ano. A petroquímica é uma das coligadas da estatal, que tem uma participação de 36% no capital.

O “sumiço” repentino de uma cifra bilionária das demonstrações de resultados trouxe diversas críticas sobre o viés político da decisão. Com lucro maior no curto prazo, os dividendos também aumentam, beneficiando o governo, na posição de controlador da Petrobras, o que fez com que as palavras “manobra contábil” e “contabilidade criativa” se multiplicassem nos relatórios de análise de diversos bancos.

Mas apesar do efeito bastante conveniente para os acionistas no curto prazo, especialistas ouvidos pelo Valor garantem que não há nenhum passe de mágica ou truque na medida. O que a Petrobras fez foi adotar um dispositivo previsto pelo pronunciamento contábil 38 (CPC 38) e ainda pouco conhecido, que rege a chamada “contabilidade de hedge”. O intuito é reduzir o sobe-e-desce na última linha do balanço e trazer um retrato mais claro da situação operacional da companhia nas demonstrações de resultados.

Petrobras e Braskem vão utilizar parte da variação cambial sobre sua dívida em moeda estrangeira como “proteção” para uma eventual queda do câmbio em uma fatia de suas receitas previstas com exportação. Sem a contabilidade de hedge, toda a dívida em moeda americana é corrigida pela cotação do dólar: a diferença é contabilizada como ganho ou perda financeira, ainda que a maior parte desse passivo vencerá apenas no longo prazo.

Com o mecanismo, a variação cambial sobre parte dessa dívida é “reservada” numa conta no patrimônio líquido e só passa para a demonstração de resultados quando a receita que serve como contrapartida é faturada. A Petrobras se inspirou na fabricante de alimentos BRF, única empresa de grande porte adotar o mecanismo que contrapõe dívidas a exportações no país. Segundo apurou o Valor , técnicos da estatal consultaram a equipe financeira da companhia para entender melhor o modelo.

O CPC 38 prevê diversas situações em que instrumentos de hedge podem contar com uma contabilização especial. Mas, na maioria dos casos, esses instrumentos envolvem derivativos. A única exceção, que permite a utilização de um não derivativo, é para a proteção de um risco cambial. “As empresas estão mais acostumadas a utilizar o CPC 38 para contabilizar derivativos. Poucas ainda sabem ou tem segurança para utilizar o dispositivo que autoriza o uso de dívida”, afirma César Ramos, autor do livro “Derivativos, riscos e estratégias de hedge” e consultor de companhia que adotaram a prática, como a própria BRF.

Com o modelo, tanto Petrobras quanto Braskem se protegem de uma eventual queda do dólar sobre a receita com exportações. Na prática, o que as empresas fizeram foi “garantir” parte de sua receita operacional no câmbio de maio – quando o dólar Ptax estava próximo dos R$ 2 -, quando a operação foi designada.

Num exemplo hipotético (ver esquema ao lado), a empresa tem US$ 1 milhão em dívidas em dólar e US$ 1 milhão em receitas com exportação a ser faturadas. Se o câmbio for a R$ 1,50, o “ganho” de R$ 500 mil com a variação cambial sobre a dívida fica reservado no patrimônio líquido. Quando a exportação for faturada, caso o câmbio se mantenha nesse patamar, trará uma receita de R$ 1,5 milhão – menor que a esperada em maio, portanto. A variação cambial sobre a dívida, que estava reservada no patrimônio, no entanto, entra como um ganho na receita operacional, que, no fim das contas, fica em R$ 2 milhões – travada, portanto, no câmbio inicial de R$ 2.

Apesar da segurança de que parte da receita virá no câmbio esperado e da redução da instabilidade, a estratégia é mais bem-sucedida em termos de efeito no lucro no caso de queda no câmbio. Isso porque ambas as companhias também tem custos em dólar, que não estão envolvidos na operação.

Se o dólar cair, a receita ficará travada em R$ 2 milhões, enquanto os custos serão contabilizados com a moeda americana mais barata. O resultado é um número maior na última linha do balanço. Na contramão, no caso de alta do dólar, o lucro contábil tende a diminuir, já que os custos serão contabilizados por um câmbio maior do que parte da receita.

Em sua estratégia, a Petrobras utilizará 70% de sua dívida para proteger 20% de suas receitas com exportação dos próximos sete anos. Fontes consultadas pela reportagem afirmaram que, apesar de dentro da regra, o prazo é “ambicioso”. “O normal é que as empresa tracem essa operação para um horizonte de seis meses até dois anos”, disse um interlocutor. Ele reconhece, no entanto, que, com um horizonte maior para as exportações, é possível envolver uma parte maior da dívida na operação – o que tira uma fatia maior das perdas financeiras da demonstração de resultados e melhora o lucro. Procurada, a Petrobras não quis se pronunciar. A Braskem ainda não divulgou os percentuais envolvidos em sua estratégia.

Fonte: Valor Econômico, Sexta-feira 26/07/2013

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jul 26

César Ramos comenta a adoção da contabilidade de hedge para o Jornal Valor Econômico (26/07/2013).

César Ramos comenta o processo de adoção das regras de contabilidade de hedge (Hedge Accounting) em entrevista concedida ao Jornal Valor Econômico (26 Julho de 2013).

Contabilidade de hedge

Jornal Valor Econômico (26/07/2013)

Leia a seguir a matéria completa publicada no Jornal Valor Econômico da sexta-feira 26/07/2013.

Política de gestão de riscos fraca explica baixa utilização

A falta de uma política de gestão de riscos e controles internos adequados é o principal empecilho para uma adoção mais ampla da contabilidade de hedge no Brasil, afirmam especialistas. Apesar do benefício claro com a redução do “efeito sanfona” no lucro líquido, a utilização da norma ainda engatinha entre as empresas não financeiras.

Diversas companhias, inclusive a Braskem e a Petrobras, já adotam o mecanismo para minimizar a oscilação causada por alguns derivativos que protegem contratos de câmbio, juros e commodities. Mas a utilização ainda é considerada tímida quando comparada com a Europa e os Estados Unidos.

“A contabilidade de hedge é opcional, mas a empresa não adota só porque quer. Pelas regras, é como se tivesse que fazer por merecer”, afirma Fernando Galdi, professor da Fipecafi e da Fucape. A adoção da medida implica uma documentação rígida da estratégia adotada e dos riscos assumidos. E nem sempre as empresas tem rotinas preparadas para fazer frente à essa exigência.

Segundo o consultor César Ramos, na maior parte das vezes, há necessidade de estabelecimento de novas rotinas de controles internos – o que, em um implica em novos custos, que nem as companhias nem sempre estão dispostas a assumir. “O problema é que a maior parte das empresas ainda tem dificuldade em enxergar o retorno desse investimento”, ressalta.

Desde a crise de 2008, quando diversas empresas tiveram perdas bilionárias com derivativos, o aprimoramento da gestão de riscos é considerado um ponto crucial para as companhias abertas brasileiras. “Hoje, muitas empresas se limitam a fazer uma descrição burocrática de como elas lidam com os riscos, apenas para atender aos itens que são exigidos nas divulgações por parte do regulador. A contabilidade de hedge exige que essa política seja mais pragmática e próxima das decisões práticas”, explica Galdi, da Fipecafi.

Entre a longa documentação exigida pela contabilidade de hedge, está o estabelecimento de rotinas de avaliação de riscos e limites de exposição a determinados instrumentos financeiros, além de testes de eficácia da estratégia adotada, tanto de forma retroativa quanto de forma prospectiva. A empresa pode deixar de adotar a prática, mas tem de documentar para auditores e para o regulador que a decisão foi tomada olhando-se para a frente, e não ao sabor das oscilações do mercado.

Aos poucos, no entanto, o interesse pela medida tem aumentado. De acordo com Rogério Lopes Mota, sócio de auditoria da Deloitte, em momentos de maior instabilidade do mercado, como o atual, a demanda de clientes por esclarecimentos em relação à contabilidade de hedge cresce.

E a adoção mais agressiva por empresas de grande porte e visibilidade, como a Petrobras tende a colocar a prática nos holofotes. “Nossa experiência mostra que a adoção de práticas contábeis por empresas que tem mais visibilidade costuma ser uma espécie de guia para o mercado”, diz o auditor.

Galdi, da Fipecafi, também afirma que a procura por seus cursos sobre o assunto tem crescido nos últimos anos e atraído um público mais diverso, para além das áreas de controladoria. Uma circular do Banco Central autorizou a contabilidade de hedge para instituições financeiras em 2002. Mas para as empresas não financeiras, a norma só passou a valer em 2009, dez anos após de ter chegado aos Estados Unidos. “Nos primeiros anos após a circular, pouquíssimas empresas a utilizavam. Hoje, a adesão entre bancos é comum. O mesmo tende a acontecer para empresas não financeiras”, afirma.

Fonte: Valor Econômico, Sexta-feira 26/07/2013

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jul 14

Livro de César Ramos é destaque no Jornal Valor Econômico (12/07/2013)

O livro de César Ramos “Derivativos, riscos e estratégias de Hedge” sobre contabilidade de hedge é destaque em artigo publicado no Jornal Valor Econômico na edição da sexta feira 12 de Julho de 2013. César Ramos concedeu entrevista ao Valor Econômico comentando a adoção das regras de contabilidade de hedge (Hedge Accounting) pela PETROBRAS, anunciada no dia 10 de Julho de 2013.

 

Mudança contábil amplia dividendos e lucro da Petrobras

Mudança contábil amplia dividendos e lucro da Petrobras

Livro de César Ramos "Derivativos, riscos e estratégias de hedge" é destaque no Jornal Valor Econômico (12/07/2013)

Livro de César Ramos “Derivativos, riscos e estratégias de hedge” é destaque no Jornal Valor Econômico (12/07/2013)

Leia a matéria completa publicada no Jornal Valor Econômico a seguir.

Mudança contábil amplia dividendos e lucro da Petrobras

Natalia Viri, Renato Rostás e Daniela Meibak

A perspectiva de lucro mais robusto com a mudança nos mecanismos de contabilização de hedge pela Petrobras animou os investidores. As ações ordinárias (com direito a voto) da estatal registraram forte alta de 7,25%, cotadas a R$ 14,80, enquanto as preferenciais (sem direito a voto) subiram 3,88%, a R$ 15,80.

Especialistas em contabilidade consultados pelo Valor afirmaram que a mudança é positiva, na medida em que tende a reduzir os altos e baixos do resultado e trazer um retrato mais fiel da situação operacional nas demonstrações financeiras.

A regra, que passará a ser adotada pela companhia nos resultados do segundo trimestre, é opcional, de acordo com as normas contabilidade adotadas no Brasil, e ainda pouco utilizada.

Mas, apesar do entusiasmo do mercado, não foram poucas as críticas quanto ao momento de sua implementação – anunciada na quarta-feira à noite, terão impacto nos resultados a ser divulgados em 9 de agosto.

Como o lucro maior tende a aumentar a distribuição de dividendos, diversos analistas pontuaram que a iniciativa tem viés político e visa favorecer a formação de superávit primário pelo governo – o principal beneficiado, na posição de controlador.

“Um resultado fraco na última linha do balanço reduziria os dividendos a serem pagos ao governo, detentor da maior parte das ações ordinárias, que não são protegidas pela regra de dividendos mínimos como os papéis preferenciais”, afirmou a analista Paula Kovarsky, do Itaú BBA, para quem a mudança limita a transparência e marca mais um capítulo da “contabilidade criativa” do governo federal.

Com o mecanismo anunciado, na prática, a Petrobras utilizará um mecanismo contábil de compensação de parte de suas dívidas atreladas em dólar e suas receitas com exportação. A lógica é que, no caso de dólar mais caro em relação ao real, a dívida em moeda estrangeira sobe, mas o faturamento com embarques também, e vice-versa, o que não comprometeria fluxos de caixa e a capacidade de pagamento da empresa – é o chamado “hedge econômico”, oferecido pelo próprio perfil de negócios e que não envolve derivativos.

“A vantagem é que estratégia de proteção financeira que a companhia já implementa seja refletida da melhor forma nas demonstrações financeiras”, afirma Rogério Lopes Mota, sócio de auditoria da Deloitte.

Sem a contabilização de hedge, os passivos em dólar são ajustados sempre de acordo com a cotação de fechamento do último dia útil do trimestre e a variação é contabilizada como perda ou ganho financeiro no balanço. Apesar de não implicar um desembolso imediato de caixa – o que só ocorreria de fato no vencimento -, há redução na última linha do balanço.

Com a contabilização de hedge, parte dessas perdas não transita imediatamente na demonstração e resultados e vão para balanço patrimonial. As perdas ou ganhos com a variação do passivo vão sendo diferidas do patrimônio líquido e essa diferença passar a integrar a demonstração de resultados apenas quando as exportações que servem de contrapartida na operação são de fato contabilizadas. Como o impacto da variação cambial da dívida e das exportações tem sinal contrário, o efeito sobre o lucro é nulo.

De acordo com a Petrobras, a variação cambial de 70% de sua dívida líquida em dólar para os próximos sete anos serviria para “proteger” 20% de suas exportações previstas para o mesmo período. “A empresa faz um histórico das receitas com exportações nos últimos anos e, com uma série de estudos, calcula um percentual desse faturamento que seria confortável de se esperar no futuro e que serviria como proteção”, explica César Ramos, autor do livro “Derivativos, riscos e contabilidade de hedge” e consultor de empresas que pretendem utilizar a prática.

Ele ressalta que a utilização do mecanismo não implica que a Petrobras não sofrerá mais com a instabilidade do câmbio, já que envolve apenas uma parte das dívidas e das exportações, o que não exclui efeitos de variação da moeda americana sobre importações, custos e sobre a parte do passivo e dos embarques que não estariam protegidos.

A mudança contábil terá forte impacto já sobre o lucro do segundo trimestre, quando o dólar Ptax teve valorização de 10% em relação ao real. Sob o modelo anterior, analistas estimavam perdas financeiras de R$ 10 bilhões com a remarcação de dívidas, número que deve cair agora para a casa dos R$ 3 bilhões. Com o novo mecanismo, o Itaú BBA, que antes previa que a companhia encerraria o período no zero a zero, sem lucro, nem prejuízo, passou a projetar ganhos de R$ 4,7 bilhões. Já o Barclays aumentou sua expectativa de lucro por ação entre abril e junho em 15%, de US$ 0,49 para US$ 0,56.

Procurada, a Petrobras preferiu não se pronunciar.

(Colaborou Tatiane Bortolozi)

Fonte: Valor Econômico, Sexta-feira 12/07/2013

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jul 14

Novo escritório

A César Ramos & Cia abre novo escritório no primeiro andar do Edifício Monumento em São Paulo na Avenida Brigadeiro Faria Lima nº 1478. O edifício fica na esquina da Avenida Brigadeiro Faria Lima e da Avenida Rebouças.

Edifício Monumento, São Paulo, Brasil

Edifício Monumento, Av. Brigadeiro Faria Lima 1478, São Paulo, Brasil.

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jul 01

Treinamento de derivativos, instrumentos financeiros e hedge accounting para bancos

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Treinamento Hedge Accounting na CAIXA

César Ramos, Treinamento Derivativos, Instrumentos financeiros e Hedge Accounting para Bancos

Em Junho de 2013, a César Ramos & Cia realizou um treinamento de “Derivativos, instrumentos financeiros e contabilidade de hedge para bancos” na Universidade Corporativa da Caixa Econômica Federal em Brasilia

O treinamento contou com a participação de executivos de várias áreas (gestão de riscos, controladoria, contabilidade e impostos, entre outras) do Banco do Brasil (BB), da Caixa Econômica Federal (CEF), do Banco de Brasilia (BRB) e teve duração de 4 dias (32 horas).

Os 19 seguintes módulos de treinamento foram apresentados durante o treinamento:

 

  • Módulo 1: Gestão de riscos financeiros com derivativos
  • Módulo 2: Operações de hedge – Termo
  • Módulo 3: Operações de hedge – Futuros
  • Módulo 4: Operações de hedge – Swaps
  • Módulo 5: Operações de hedge – Opções
  • Módulo 6: Introdução a contabilização dos derivativos
  • Módulo 7: Introdução ao Hedge Accounting
  • Módulo 8: Opções disponíveis e restrições
  • Módulo 9: Evidenciação das operações de Hedge Accounting
  • Módulo 10: Hedge Accounting (IFRS versus COSIF)
  • Módulo 11: Mudanças das regras internacionais de Hedge Accounting (IFRS 9)
  • Módulo 12: Implementação de hedge accounting
  • Módulo 13: Evidenciação das operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos
  • Módulo 14: Introdução à tributação dos derivativos e das operações de hedge
  • Módulo 15: Controle das operações de hedge
  • Módulo 16: Hedge de compromisso firme
  • Módulo 17: Hedge de receita
  • Módulo 18: Hedge de valor justo de empréstimo
  • Módulo 19: Hedge de fluxo de caixa de empréstimo

Palestrantes: César Ramos (Módulos 1 a 13 e 15 a 19) e Walther Bottaro de Lima Castro (Módulo 14)

Walther Bottaro de Lima Castro

Walther Bottaro de Lima Castro

Treinamento de tributação de operações de Hedge para Bancos

Walther Bottaro de Lima Castro, Treinamento de tributação de operações de Hedge para Bancos

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